No início eram os coxinhas, esse delicioso petisco apreciado nas mesas das
classes medianas. Longe de serem mortadelas, ainda que fossem especialmente
defumadas e tão querida pela ralé.
Traziam no peito um orgulho não sei do quê, mas eram cheios dele. Talvez, no fundo, ainda
inconsciente, guardavam um desejo ainda maior e mais trágico que seus recheios,
aparentemente, não revelavam.
Porém, com o tempo, aliás, muito pouco tempo,
sofreram uma metamorfose à la Kafka e foram se transformando em um personagem
das histórias mais nítidas de submissão, os minions. Passaram a ter um prefixo
no nome no qual identificava-se o mestre ao qual seguiam e serviam.
Essa involução se deu de modo extremamente agressivo e rápido e quando muitos não
esperavam já não tinham mais razão e nem consciência do que de fato eram.
Hoje são vistos em pastos urbanos e rurais como gados, tresloucados, alucinados,
mugindo algo que com muito esforço entendemos: E o PT? E o PT? E o PT?...
A oração à Deus se dá de muitas formas.
Na alcova, em secreto, sim!
Mas nos espaços abertos como os do campo, por exemplo.
No olhar da natureza acontecendo nos pios dos pássaros.
_Quer natureza mais representada que nos cantos dos pequenos voadores.
No cuidado com a terra ao plantar o quê de comer, o alimento.
Colocar a mão no chão fertil e sujá-la com o amor a ele dedicado é um dos modos mais marcantes de ligação à Deus.
Plantar árvores, plantas e flores são formas de oração das boas, das melhores.
Nesse momento é possível ouvir a voz do Pai dizendo: _Vá em frente moço, trabalhe comigo, faça a vida surgir.
Das formas de oração desse molde, o que mais gosto é a da observação.
Olhar o nascer e o pôr do sol.
O voar das aves indo pra algum lugar pela manhã e voltando de lá ao final do dia.
Ouvir o barulho dos córregos, os latidos ao longe dos cães, o mugido do gado, os grilos e sapos ao cair da tarde.
O som do vento forte a limpar a atmosfera dos miasmas deletérios
Da chuva no telhado e do seu escorrer pelas calhas.
Ora-se quando da água captada da fonte a encher nossas reservas e que continua a seguir seu curso sem uma torneira sequer a se abrir ou se fechar.
Ora-se quando cruzamos na estrada com o homem do campo, suado e queimado do sol diário na lavoura. Um aceno e um cumprimento: _Dia!
Ora-se quando pagamos um serviço a nós prestado e ouve-se do outro: _Deus lhe pague.
Ora-se quando percebemos as marcas do tempo em nossas mãos e rosto e dizemos a nós mesmos: _Cheguei até aqui!
Quando temos olhos para ver, ouvidos para ouvir e sensibilidade para entender esses sinais e tantos outros não citados é que entendemos que Deus nos convida a todo momento a orar em agradecimento pela vida.
A resposta dada por Rodrigo Amarante à pergunta do repórter sobre se a banda se incomoda por ser sempre lembrada e associada à música Ana Julia gera uma boa discussão sobre o sucesso e sua relatividade.
A pergunta que se apresenta como uma provocação ( e a meu ver Amarante também entendeu assim) revela também uma grande verdade por um outro ponto de vista. Acho que o repórter pergunta a partir de uma visão do senso comum, dos que não conhecem a banda e Rodrigo Amarante responde por um outro. Os que conhecem a banda sabem do que o músico fala. Obviamente, o repórter não estudou bem sobre a banda, como o músico apontou. Não fez o seu dever de casa bem feito. Por outro lado, meio que pra se defender de uma ironia talvez, Rodrigo responde, recusando a possibilidade da existência da problemática. O fato é que uma pergunta tão "fraca" e rasa acaba por promover uma resposta indignada do artista e também por nos fazer refletir sobre o sucesso da música Ana Julia e o sucesso da banda, que são coisas totalmente diferentes.
Exatamente isso que penso, Los Hermanos de Ana Julia não são os mesmos de sua obra. Ana Julia, apesar de ser apenas uma música, tornou-se um paradigma para a banda. O curioso é que a canção que foi um estouro de sucesso para o público geral foi também sua estréia. Ana Julia traz em sua composição uma fórmula (proposital ou não. Acredito que não) que é típica dos hits. Popular como muitas músicas que agradam a uma parcela bem grande da população.
Em minha opinião Los Hermanos são uma banda de três excelentes trabalhos. O primeiro no qual consta a canção citada é completamente diferente dos demais. Considero fraco o disco de estréia. É bem barulhento e traz composições de qualidade bem abaixo das dos álbuns que se seguiram. Ainda assim gosto bastante de Quem sabe, Outro Alguém e Primavera. O disco seguinte (que eu adoro) traz um resquício do estilo hardcore do primeiro: Tão sozinho. Acho fraco, chato mesmo. Muita barulheira, pouca melodia e letra igualmente fraca. Provavelmente, alguma composição da safra anterior que ficou de fora, acredito.
Voltando ao hit Ana Julia, é fato que a música que foi um estouro nas paradas das rádios e TVs não encontrou outros sucessos à altura de sua popularidade. Se perguntarem a qualquer um fã da banda sobre outros sucessos, aparecerão listas e mais listas de músicas que são elencadas como obras-primas da banda. Porém, um sucesso não é necessariamente obra-prima.
O público que acompanha a banda desde seu aparecimento é grande e fiel. Tão grande que é capaz de lotar todos os shows em todos os lugares por onde a banda passa. Isso é normal ao público que é fã. Porem, se perguntarmos ao público comum sobre Los Hermanos, esse dirá que já ouviu falar e citará com certeza Ana Julia. A música foi o sucesso da banda que agradou ao seu grande público, mas que extrapolou a este, atingindo ao público de massa. E isso é que é ser pop, ser visto e conhecido por um imenso público, como uma novela global das oito consegue atingir. Se é boa ou não, é outro papo. O fato é que ela traz essa marca.
Quase todas as bandas ou artistas solos trazem consigo, em seu repertório um grande sucesso, do qual não têm como se desvencilhar. É normal. Como de um modo geral, a música é considerada fraca (pelo menos em relação às demais canções), os repórteres insistem em perguntar aos seus membros sobre essa relação só para criar polêmica.
Quando Amarante diz "não, porque nem sempre" ele tem razão e não tem razão. Tem razão porque para o seu público fiel isso não é um problema. E ele tem razão. Para mim, por exemplo, como fã, não é. Porém, para o público geral a banda é lembrada sim pela canção de sucesso e isso ele tem que admitir. O repórter fala de um público e ele se defende e se refere a um outro específico, entendedor da banda. Como crítico, considero a pergunta pertinente, porque existe sim uma associação do sucesso da música à banda para o público comum. Porém, percebo também a provocação do repórter, talvez no intuito de aparecer, criando mais uma treta.
Nunca fui do PT. Nunca fui filiado ao partido. Porém, sempre me considerei um homem de esquerda. Aliás, diga-se de passagem, nunca o conceito de direita e esquerda foi tão marcante como nesses tempos difíceis no Brasil. E digo, como disse Suassuna, acho mesmo que quem diz que não é de esquerda, nem de direita é de direita.
Embora não seja do partido, tenho um profundo respeito por ele. Acompanhei sua história desde o início. O PT foi e é o único partido formado na base, horizontalmente e realmente nacional. Teve, desde a sua gênese, representação em cada canto do Brasil, em todas as regiões do país. Nunca quis me filiar, primeiro porque não sou e nunca quis militar na politica partidária. Segundo, e mais importante motivo, porque quero a liberdade de criticar, de fazer objeções. Tive e tenho várias objeções ao partido e ao que ele se tornou durante o tempo. Porém, um projeto de governo progressista, que visa equilibrar as condições de igualdade para o povo, apesar de muitas concessões, tinha pressa e precisou usar dos meios políticos para acontecer. Afinal, o partido é político. Para as minhas convicções de homem de esquerda nunca houve em outro partido qualquer projeto que se assemelhasse ou se aproximasse do que eu desejasse como necessário para o nosso país, para o meu país. O simples fato histórico de no Brasil dos anos 1990 morrerem pessoas de fome todos os dias, já era suficiente para que eu esperasse por um governo de gestão progressista e justo quanto ao social. Em 2000 eram cerca de 300 pessoas mortas por falta de alimento. Uma aberração para um país que julgamos, será o celeiro do mundo.
Depois desse último capítulo do golpe. Não sei se será o derradeiro. Sabe lá as cabeças "pensantes" dos usurpadores do poder. Depois da aprovação das "reformas" deformantes trabalhistas e da condenação sem provas de um ex-presidente que simplesmente é um dos ícones mundiais mais aclamados, um dos estadistas mais respeitados do mundo, não considero que haja espaço para a análise morna, a posição de centro. Veja que o partido mais deletério do país, representando o que a direita tem de mais radical, se chama PSDB, partido da social democracia brasileira. Não sei porque se escondem numa sigla de social democracia. Primeiro porque nunca foram pelo social e segundo nunca foram democráticos. Vide o golpe arquitetado para parar a lava-jato e impor as "reformas" danosas ao povo, sobretudo a maioria mais pobre. Não há mais espaços para dúvidas ou espera por algo que venha acontecer que melhore o estado de coisas. A reação a tudo isso começa já e a volta ao poder de Lula ou de quem ele indicar, caso o golpe se estenda à próxima instância, é urgente e necessário.
Só uma nação doente e contaminada de preconceitos de todos os tipos não vê o que está em curso no país. Um projeto que visa a trazer o Brasil novamente ao status de subserviência às nações estrangeiras, em particular aos Estados Unidos; devolver a um nivel de necessidades abaixo do suportável o povo pobre, esse que infelizmente não consegue nem entender o que ocorre no país.
É hora de se posicionar! É mais que urgente. Por isso eu sou Lula e sou PT e sou qualquer partido ou projeto de governo que traga de volta a decência e a dignidade do povo brasileiro.
Quando o Brasil era governado pelo PSDB, na figura do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, contei os dias para o final daquela saga. Era revoltante tanto para o chamado mercado, e muito pouco para o social. É até irônico o partido se intitular social-democrata. Ainda assim, nunca pensei que a possibilidade de derrubada de qualquer governo eleito democraticamente pelo voto fosse uma saída. A direita atual achou e acabou realizando o golpe, julgando a presidente (competente ou não, mas eleita pela maioria) sem conseguir provar sua culpa por responsabilidade. Isso é um fato. Os grupos contrários, que são a maioria no congresso, se juntaram para derrubar um governo legítimo e promover uma série de ações que lesam o povo e atende aos interesses das classes mais abastadas: os empresários, os banqueiros, as empresas multinacionais... Não penso isso por ser de esquerda ou simpático ao PT. Penso como uma pessoa crítica que vê claramente o grande mal que isso tudo está causando à sociedade. Não posso concordar, por exemplo com a política do pré-sal, porque a despeito da propagação da abertura do mercado para várias empresas e o fomento da produção e por conseguinte o aumento dos empregos na área, não acho que vá acontever. Tudo isso é retórica como desculpa para entregarem às multinacionais as nossas riquezas, a nossa soberania, obviamente, em troca de grandes importâncias para poucos. Penso em mim, mas penso tb no meu filho, nas novas gerações.. Por fim, penso como um cidadão que não suporta injustiças.
Derrubaram a presidente na marra, sob um acordo geral dos dois poderes legislativo e judiciário, corruptos e corporativistas, para promover a repartição de aumentos vergonhos que anteriormente não vinham sendo permitido. Esse foi o preço do golpe. O golpe que visa a uma extrema política econômica neo-liberal e um desmonte total das políticas públicas de bem social promovidas pelos governos anteriores do PT. Apesar dos erros cometidos, os males desses governos progressistas não chegam nem aos pés do atual governo golpista, que de imediato propôs uma série de mudanças que afetam diretamente o povo mais pobre, sob a alegação do enxugamento da máquina pública. Ações antidemocráticas como a proposta de emenda constitucional 241que virou 55 ou a medida provisória que altera o ensino médio, sem nenhum diálogo prévio com os mais interessados, os alunos e professores, são exemplos do que vem a ser e para quem serve o governo golpista de Michel Temer.
Outro dia li um texto que recebi de uma amiga sobre a Derrama no Brasil colonial. A história do "quinto dos infernos" o qual resultou na revolta da inconfidência mineira que levou à morte Tiradentes e o degredo de vários outros inconfidentes. Hoje pagamos quase 2 quintos dos nossos ganhos e não vemos nenhuma revolução em curso. Devíamos aprender mais com a nossa história.
Por que, diante de tantas vivências, de tantos assuntos importantes ou não, passamos por momentos de ausência de inspiração? Será que é o cansaço do dia-a-dia? Penso que isso seja uma possibilidade. Todos, inclusive os grandes escritores, compositores, artistas, passam por esse mesmo problema. Uma outra coisa que considero é a dedicação devida como um compromisso. Por exemplo, escrever pelo menos uma vez no mês no blog ou ler um livro por semana. Penso que se tivermos esse compromisso, na hora em que pararmos para fazer o dever, daremos um jeito. Como estou fazendo agora. Então, o assunto vem. Nem que seja falar da própria questão da ausência de um modo geral. Fazer algo por encomenda costuma funcionar. Eu gosto.
Ausência de Deus, ausência de memória. Ausência, contrário de presença. A ausência é algo que serve até para medirmos a importância de alguém ou algo. Muitas vezes é preciso sentir a falta para darmos conta do devido valor.
Por outro lado, o Branco, a lacuna, o esquecer-se têm seu lado bom. Funciona como uma bolsa que precisa ser enchida aos poucos para poder se expandir. O sossego do ócio, do não fazer nada, é necessário para a criação.
Portanto, terei que me ausentar agora e dormir. Quem sabe amanhã, ou melhor, hoje pela manhã, acorde cheio de ideias boas em minha sacola. Boa noite.
Lançado no último dia 12, Macaréu é o segundo livro de poesias da escritora e poetisa Eliana Pichinine. Como o título sugere, nos parece que a autora dá os seus saltos por sobre as ondas da pororoca, como alguém que sobressalta os obstáculos da vida. Para Eliana, deve ser como uma competição interna de quem vive a pensar na próxima onda a vencer. Ela mesma admitiu ser Macaréu o seu pulo.
Essa ideia é confirmada pelas poesias de cores mais misteriosas como em “Conto de sereia”, que abre a obra. Neste poema, Eliana nos traz uma bela imagem poética meio mágica, meio folclórica, apresentando o personagem em terceira pessoa. Depois nos mostra este mesmo poema visto em primeira pessoa, o que pra mim bateu como uma agradável surpresa. Gosto dos temas vistos por diversos ângulos, por diversos focos... Ela fez o mesmo com outros três.
Ainda assim, como em Retrós, seu livro de estreia, continua sendo a autora de versos curtos, mexendo com os significados das palavras, com seus sons e com as ideias que essas se nos apresentam. Poemas como “Autoconhecimento”, “Gema e Clara”, Céu pensativo”, “XL” (Telhado de vidro), Flores azuis (memórias) “Trato” e “Guilhotina do amor” nos dão a certeza do grande pulo, do grande salto em busca de outras possibilidades de se exprimir, sem perder suas marcas características, é claro. Sua poesia “XLII” resume o que digo: “O que sinto é múltiplo e simples”. “Macaréu”, o poema que fecha a obra, é de um lirismo que emociona. Só lendo e sentindo. Bem-vindo o novo rebento!
Parte deste pequeno texto preenche uma das orelhas do livro, o que para mim é uma honra e tanto. Obrigado pela amizade e pela admiração, Eliana. O livro ainda contou com outro texto de orelha do amigo Nelson Marques, prefácio de Claudia Manzolillo e a linda capa feita por Mari Mari Tiscate.
Serviço:
PICHININE, Eliana. In: “Macaréu”. Porto Alegre: Vidráguas, 2015 - à venda na Livraria Sabor Literário, Rua Conde Bernadotte,26 - na galeria do Teatro Leblon, Rio de Janeiro Link para compra online
Parece que foi ontem que ouvi
pela primeira vez oRua dos Amores, de tão vivo que ainda está o disco em
minha cabeça e também pelo sucesso da turnê pelo Brasil. Mas, o fato é que o
disco é de 2012 e para um artista como Djavan, que compõe músicas como quem cria
verdadeiros filhos, três anos é tempo de sobra pra se ter a vontade de criar
coisas novas. Por isso, o novo trabalho Vidas pra Contar vem preencher essa
saudade do músico compositor.
Decididamente, Djavan é um dos
meus artistas favoritos da boa música. Elegante e moderno como sempre, o
compositor nos traz a mesma receita que pontua em toda a sua carreira. Músicas
de vários ritmos, como o forró que abre o disco, Vida nordestina, a bossanovista
Encontrar-te, as canções Primazia e O tal do amor, as jazzísticas Se não
vira jazz e Enguiçado, o ótimo samba Ânsia de viver, a "salsa" Aridez... por aí vai.
Traz o pop também sempre
presente, como a “música de trabalho” Não é um bolero que de cara nos mostra
a sua assinatura. Outra marca que sempre o acompanha é o ritmo "funqueado" que
ele impõe em Só pra ser o sol.
É sempre assim e é sempre novo.
Incrível como o artista envelhece e torna-se sempre melhor. Sua voz mais
madura, com graves mais acentuados nos faz acompanhá-lo à medida que vamos
aprendendo a música, com a alegria de uma boa e agradável nova descoberta.
Demorou, mas já dava pra prever
uma merecida homenagem do músico à sua mãe em Dona do horizonte. Há muito
tempo Djavan conta sua história e a importância de sua mãe nas influências que
teve. Nos últimos tempos, isso ficou mais intenso e então veio a balada que
conta um pouco dessa influência materna. Linda homenagem!
Também pra não deixar de ser
Djavan, o disco apresenta a enigmática Vidas pra contar que dá nome ao
trabalho. Linda demais como todo o disco.
Cabe citar aqui algumas coincidências do autor com este que vos fala. Antes mesmo de ouvir as músicas deste disco, já havia reparado no título da música "Aridez" que é o título de um poema meu, publicado aqui há algum tempo. Depois de ouvir, não achei que fosse muito a cara do meu poema, embora o tema fosse o mesmo. Não a seca material, mas a do amor. Fiquei feliz em saber dessa coincidência. Ouvindo o disco, reparei em outra muito mais especial que é a música "Dona do horizonte". Bem no início da criação desse blog, escrevi o breve texto o "Pequeno cantor", que é um pouco dessa história que Djavan conta da mãe, só que em um viés oposto. Essas coisas nos emociona ainda mais.
Djavan se mostra mais uma vez
como sempre foi e sem ser repetitivo. Continua parecendo um garoto. Popstar, com
brilho e vontade de gente nova. É como um doce de coco que se come e não se
enjoa! Como um bom vinho. Quanto mais velho melhor!
Pensei no sonho: _Caramba, como estou parecido com ele
Fiquei feliz. _Ora, meu filho é um jovem bonito e que eu adoro, obviamente.
A primeira estranheza foi a barba que não mais havia em mim. Pensei: _Engraçado, eu apenas a aparei. Como sumiu toda?
Rapidamente, aquela imagem que era eu semelhante ao meu filho, o que também não deixa de ser uma grande novidade, pai parecer com o filho, foi se mostrando verdadeiramente ele. Não era mais a minha imagem no espelho. Era, de fato, meu filho o meu reflexo.
Seguro-me em você
Que me sustenta qual uma rocha sólida,
Um monolito imponente a me erguer das quedas constantes
Me encosto a você como a uma parede
Uma colossal parede a se escalar, quase lisa, sem frestas ou agarras
Mas que tenho que subir e conquistá-la a todo preço e suor
Magnânimo é seu amor, generoso é seu afeto
A minha tábua da salvação vale a vida
Alô pessoal, Mais uma vez estamos em festa pela data em que comemoramos o aniversário do Blog do Chico. Ainda que em alguns momentos bata uma preguiça ou mesmo um certo desinteresse pelo teclado, nunca deixarei de lembrar e reconhecer a importância deste espaço para mim. Realmente neste último ano escrevi menos, porém compus mais. São fases pelas quais passamos e que nos trazem interesses específicos. A música no momento é o que me move com mais vontade. Aliás, a música sempre me moveu, e esse blog já tem provado isso, não? Mas é que agora estou compondo além de somente ouvir e curtir. Por isso, estou muito feliz. Criar música tem sido uma maravilha. Compor aquilo que é o objeto do meu maior interesse é de fato uma maravilha. E ter esse espaço para compartilhar meus pensamentos, meus textos, a música que amo e tantas outras coisas minhas, de amigos e daqueles que admiro é realmente uma bênção. Portanto, parabéns para o blog, pra mim e pra vocês, amigos de sempre! Até o próximo encontro.