Dá-me a mim
Tua certeza
Tua paisagem
Teu deslumbramento
Tua candeia
Teu rumo achado
em meu caso perdido?
Dá-me teus olhos
Tua visão desperta
Teu hino de vida
Tua história contada
Teu relato incontido?
Pra mim o teu vínculo
o achado o perdido
esse verde em azul diluído
e a mata onde se pisa
e a água que bebo com o corpo
e o copo
que me ofereces,amigo...
Para mim,amigo?
(Pergunto altaneira
vestida de orgulho e paixão...)
Paraty,me perdoa,não sei até hoje,como vivi e amei sem ti!!!
Por Cida Barreiros em 14/02/2011
Poema-comentário sobre o poema Para Paraty deste mesmo blog.
Rebento, substantivo abstrato
O ato, a criação, o seu momento
Como uma estrela nova e o seu barato
Que só Deus sabe lá no firmamento
Rebento, tudo que nasce é rebento
Tudo que brota, que vinga, que medra
Rebento raro como flor na pedra
Rebento farto como trigo ao vento
Outras vezes rebento simplesmente
No presente do indicativo
Como a corrente de um cão furioso
Como as mãos de um lavrador ativo
Às vezes mesmo perigosamente
Como acidente em forno radioativo
Às vezes, só porque fico nervoso
Às vezes, somente porque eu estou vivo
Rebento, a reação imediata
A cada sensação de abatimento
Rebento, o coração dizendo: "Bata"
A cada bofetão do sofrimento
Rebento, esse trovão dentro da mata
E a imensidão do som
E a imensidão do som
E a imensidão do som desse momento