sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Rosinha, minha canoa




A história de José Mauro de Vasconcelos de 1962 fala da relação mágica de Zé Orocó e sua canoa Rosinha. O autor de "Meu pé de laranja lima" transporta-nos a um universo mágico da floresta e nos faz refletir sobre essa natureza das matas e dos bichos. O capítulo "Olhos Vegetais" é um hino de amor à natureza. Nele, José Mauro conta o surgimento da canoa. A partir da história do nascimento e da vida de uma canjirana-branca, narrada pela própria Rosinha ao seu dono Orocó, o autor revela o desejo de um velho landi em transformar-se numa canoa a serviço dos índios. É simplesmente lindo e emocionante.

Devo a apresentação desse livro ao meu amigo Valtair que me indicou, emocionado (romântico como era) a beleza dessa obra. Valtair não está mais entre nós fisicamente, mas deixou lembranças de grandes momentos como esse.  Cheia de lirismo e encanto, essa história me marcou muito.

Esta indicação é muito em sua homenagem.



6 comentários:

  1. Mais um livro para a minha lista de leitura...

    bjs!

    ResponderExcluir
  2. Valeu Francisco pela lembrança.

    Abraços !

    ResponderExcluir
  3. É isso aí Ronaldo, as lembranças mais caras ficam pra sempre! Amo a todos vocês!
    Abração amigo!

    ResponderExcluir
  4. Assis gostei muito da lembrança.
    Os dois marcaram minha vida.

    ResponderExcluir
  5. Sei disso, Guinho!

    Pessoas e obras marcantes não se apagam jamais de nossas lembranças!

    Abraço!

    ResponderExcluir
  6. Caro Assis,
    Belíssima homenagem a esse autor tão pouco divulgado (a meu ver) entre os jovens, principalmente pouco ou nada indicado como leitura paradidática, o que é uma pena.
    Na verdade, ele, o autor, abrange com sutileza todas as faixas etárias, dependendo da sensibilidade do leitor.
    Quanto "Rosinha, minha Canoa", talvez impregnado pelo realismo do "Meu Pé de Laranja Lima", com o qual tanto me identifiquei e, por isso mesmo, li várias vezes, não consegui captar o lirismo nele contido, uma proposta diferente do "Meu pé..." , até porque o li ainda muito menino.
    Apesar de tudo, cheguei até o final e me entretive com essa doce obra.
    Grande abraço,
    Rogério

    ResponderExcluir